Watch the Thrones – Preview e diálogos

Watch the Thrones – Preview e diálogos

Se houvesse uma palavra para descrever esse episódio de The 100, acho que seria “briga”. Esse episódio é todo sobre as consequências do que já vimos nessa temporada e como os conflitos surgem de acordo com elas. Em 3 episódios, The 100 transmitiu todos os tipos de desenvolvimento e agora vemos claramente que direção a série está tomando e o que podemos esperar daqui pra frente.

Acho que nunca vimos o povo do céu tão dividido quanto veremos nesse episódio: eles estão dispersos, lidando com os eventos que precedem a destruição de Mount Weather e o que significa se tornarem o 13º clã. Nem todo mundo está feliz de ser parte dos grounders, especialmente considerando que tantas pessoas foram assassinadas por eles. Mesmo quando o último ataque pode ser facilmente apontado como obra da Nação do Gelo, a raíz do conflito com os grounders é algo profundo que provém desde a 1ª temporada.

Esse é o último episódio de “construção”, a última “configuração”. Por enquanto a temporada tem remodelado o mundo para contar uma nova história, e agora nós vemos essa história pronta para ser desdobrada. É por isso que o episódio pode ser resumido com a palavra “briga”, porque os conflitos finalmente se desenvolverão do que acontecia lentamente no plano de fundo, o que tem sido construído durante esses episódios.

O principal conflito nesse episódio é a Nação do Gelo vs Lexa e se desenvolve de forma grandiosa. Eu acho que nenhum fã de The 100 ficará desapontado de como o episódio irá progredir nessa luta poderosa e a impressão que ela irá causar. Certamente tem uma vibe meio Game of Thrones, misturada com a luta e acrobacias que se igualam ao tipo de Arrow e Daredevil (Demolidor). A luta nesse episódio mostra todos os níveis de qualidade épica, e é misturada com o desenvolvimento do personagem: não é violência por violência, tem uma razão e ela combina com os personagens, o que torna mais significativo.

Também fique ligado nos movimentos de Clarke: ela aprendeu a fazer jogos de poder eficazes, e veremos como ela fará isso e quais serão os resultados. Eficazes ou não, certamente será interessante para o público, e será uma afirmação de como a personagem evoluiu com o tempo.

É incrível ver que Bellamy tem uma maior participação agora, assim como na 1ª temporada.  Bob Morley trabalhou tão bem em Bellamy nesse episódio, talvez uma de suas melhores atuações. Ao mostrar culpa e luto pelo que aconteceu em Mount Weather, Bob Morley trouxe um espectro de emoções a Bellamy de forma magnificamente graciosa, mostrando autenticidade. Quando ele chora, parece verdadeiro, quando ele fica com raiva, parece genuíno. Esse episódio sana qualquer dúvida de que Morley é uma das melhores apostas da série.

Há também um confronto tão necessário entre Monty e Jasper: nem tudo é resolvido, mas um grande passo foi dado. Sabemos que Jasper tem sido difícil, mas também sabemos que há uma razão para isso, e o episódio faz questão de tratar esse enredo de uma forma que não é irritante e que ajuda Jasper a seguir em frente com seu próprio luto. A cena compartilhada entre eles pode ser facilmente escolhida como a melhor da semana.

Octavia não tem folga também: sendo a ponte entre os grounders e o povo do céu durante esse período de tensão traz problemas.  Temos que nos perguntar, de que lado ela vai ficar? Ela certamente quer unir os dois lados, mas parece que a situação fará com que ela tenha que escolher entre um deles, e esse episódio praticamente diz de que lado ela irá ficar quando o inferno se instalar. O mesmo vale para Lincoln, que está num período difícil sendo o “grounder bonzinho” em meio a essa tensão que se instala após o ataque à Mount Weather.

Abby e Kane têm problemas ao lidar com a frustração de seu povo: eles querem fazer o possível para manter a paz, mas verão que é difícil quando há tantas pessoas com raiva, e um jogador importante tornará as coisas mais complicadas para eles.

Esse é um episódio de ação e tensão: ele mantém o desenvolvimento do personagem e desenvolve a história. Nos minutos finais, nada será o mesmo. Como sempre, nessa série a paz é temporária, mas a guerra não surge aleatoriamente: vem com o luto, a dor, o desejo por vingança e ganho pessoal, mas o mais importante, acontece por causa da complexidade humana dos personagens e é por isso que essa série é tão maravilhosa e revelante num mundo em que a guerra sempre está à beira de acontecer.

Outros teases:

-Pike terá mais tempo em cena e a motivação de seu personagem é bem clara. Mesmo que você discorde com ele, eu acho que ele é um personagem bem simpático. Complexo, com uma mistura de bondade e crueldade que o torna incrível.

-Há um memorial àqueles que morreram durante o ataque à Mount Weather. É uma cena curta, mas é tocante.
-Também há uma referência a Finn, que é um tanto triste.

-Eu acho que os fãs de Clexa vão enlouquecer com esse episódio. Só digo isso…

-Personagens que não veremos essa semana: Jaha e Murphy. O enredo da Cidade da Luz não será mostrado nessa semana. Também não teremos muitas cenas de Raven, o que é sempre triste.

Prévias de diálogos:

1.”Eu aceito seu desafio.”

2. “Ninguém luta por mim.”

3. “Se não nos defendermos eles tirarão o que termos, é o que eles sempre fazem!”

4. “Que nos encontremos novamente.”

5. “Raiva é a nossa política!”

6. “Minha prioridade é com os vivos, não com os mortos.”

7. “Não vou apenas me sentar e ver você morrer.”

 

© Tradução e adaptação: Nany Vianna – Equipe The 100 Brasil – Não reproduza sem os créditos.

 

Assista ao episódio de hoje (em inglês, sem legendas) aqui no site e acompanhe nossa transmissão simultânea no twitter @The100AoVivo.