Top 5: momentos destrutivos de “Thirteen”

Top 5: momentos destrutivos de “Thirteen”

Alguém me explica o que foi esse episódio Thirteen! Estamos todos jogados no chão, se é que ainda temos chão, sem saber o que fazer! Jason não é George R. R. Martin, mas tá amando matar uns personagens principais, só acho. Estamos tão sem estruturas que até atrasar o post do Top 5 Momentos desse sétimo episódio nós atrasamos, mas cá estamos! Vem dar uma olhada nesses momentos que nos deixaram acabados! Cuidado, alerta de spoiler!

 

1. 97 anos antes. FINALMENTE! F I N A L M E N T E sabemos o que, realmente, aconteceu com a Terra. Sabíamos que a querida ALIE tinha algo a ver com isso, mas não sabíamos que ela tinha, na verdade, a cara de Rebecca, sua criadora e, – porque não? – destruidora de mundos. A bagunça toda só aconteceu porque eles não souberam, basicamente, controlar um software que tinha/tem como lema “too many people” que também significa que ela decide quem vive e quem morre quando quer. Super simpática. O fato mais importante dessa história toda é que sim, o mundo foi mutado por radiação, mas desde o acoplamento das 12 estações para formar a Arca, Becca está em terra firme, com o chip ALIE em sua nuca, e desde então ela é a Commander. Afinal de contas, a terra, alguma vez, já foi perigosa realmente para sobrevivência?

 

2. Octavia e Indra. Gente, essas duas juntas são as melhores pessoas da vida. A menina Blake é, no fundo do seu coração, uma Grounder nascida no espaço, e ela sempre  irá seguir seus ideais pelas leias dos terra-firme. Indra a escolheu como segunda em comando na segunda temporada porque viu força nela, viu que ela realmente lutava pelo que queria – menino Lincoln sabe bem disso – e Octavia não deixou de provar isso com a bronca que ela deu na guerreira porque ela estava sofrendo demais com autopiedade pra perceber que o mundo estava ruindo ao seu redor. Nos colocamos de pé e aplaudimos a força da nossa pequena delinquente, e agradecemos pelo choque de realidade em Indra, sentimos sua falta!

 

3. Murphy fala sobre Polaris. Quando o garoto abre a boca e fala que pode contar sobre o “símbolo sagrado” nossos corações vieram parar na boca. Sim, já sabíamos, graças a Rebecca e ALIE, o que havia acontecido ao mundo, mas isso pelos olhos da cientista louca que causou a destruição, e não pelos olhos de um ouvinte de uma história que realmente nunca fez questão de acreditar. A mulher que as pinturas mostram parece ser Rebecca quando ela pousa no chão após a destruição da 13ª estação. E as peças soltas aos poucos vão se encaixando e caramba, nem conseguimos reparar que o menino John ainda está coberto de sangue ou machucado ou sujo. Como sempre. Queremos tanto saber mais sobre Polaris e consequentemente Polis que não sabemos nem expressar.

 

4. Titus e o tiro que saiu pela culatra. Ele é um ótimo conselheiro. Um bom guerreiro. Um ouvinte exemplar. Só não tem boa mira. Quando vimos que era ele que estava com Murphy ficamos um tanto preocupados pelo fato de quê: ele começou a aparecer demais na série. Desde o início ele vêm sido a semente do contra entre Lexa e Clarke, o que tem deixado os shippers nervosos pra caramba. Quando, então, Clarke vê John amarrado – e o chama de amigo! – começamos a desconfiar, nada é tão fácil quando falamos dessa série. Então brota o conselheiro com uma arma na mão. A fuga de Clarke pelo quarto é fantástica, e ali apenas torcíamos pra que ele não atingisse John sem querer. Só não imaginamos que a Heda Lexa apareceria bem na hora, e que Jason seria um novo Martin e nos deixaria com o coração na mão. Até a mulher dar seu último suspiro nós sofremos – ainda sofremos! – e esperávamos que ela senta-se dissesse que tudo estava bem, e mandasse Titus sair do seu caminho. Ah, o doce sabor da ilusão!

 

5. AI e os Comandantes. Como se já não estivéssemos em choque com a morte de Lexa, Titus aparece com aquela caixinha, que já tínhamos visto no flashblack com Becca, onde ela guardou a segunda ALIE. E mais chocados ainda ficamos quando ele virou Lexa de bruços e abriu a curta cicatriz em sua nuca, por baixo da tatuagem com o símbolo do infinito – ah, as referências! – e tirou de lá o pequeno chip com pernas – o que realmente me lembrou d’A Hospedeira – guardando-o na caixinha própria para ele. G E N T E. Nessa cena tudo se encaixou, porque agora sabemos que os espíritos de comandantes passados vivem com o atual, na verdade, é um organismo vivo passado de nuca em nuca.  E isso também deixa uma pergunta: Lexa está realmente morta, assim como os outros comandantes, ou estão todos aproveitando a Cidade da Luz sem dor e sem morte que a pastilha distribuída por Jaha oferece?

 

O episódio mais desestruturante da terceira temporada acabou de passar, mas não deixem de assistir “Terms and Conditions“, na quinta-feira (10), às 23h, aqui pelo site!

 

© Texto: Dheel Hauptmann – Equipe The 100 Brasil – Não reproduza sem os créditos.