Top 10: melhores momentos de “Perverse Instantiation”

Top 10: melhores momentos de “Perverse Instantiation”

As duas partes de “Perverse Instantiation” foram maravilhosas. Até a pessoa que estava cansada da série, ou qualquer coisa relativa a isso devem confessar. Todas as cenas de ação nos deixaram com o coração na boca, os nervos à flor da pele e as unhas cada vez mais roídas. Desde a fuga de John, Pike e Indra, até a entrada triunfal de Lexa, nós sentimos exatamente o que eles sentiram: O QUE FAZER AGORA? Pra compensar a semana passada sem nenhum Top 5, eu resolvi fazer o TOP 10 das duas partes desse episódio. Quem aí está preparado, então, para o Top 10 Melhores Momentos dessa semana? E lembrando: alerta de spoiler!

 

1. Clarke e Roan. Quando ouvi dizer que um inimigo antigo reapareceria não pensei em Roan. Apenas pelo fato de que não conseguia vê-lo como inimigo. Além dele ser lindo, Roan sempre foi um cara muito pé no chão e ótimo conselheiro, ajudou Clarke e Lexa, por tabela, se tornou rei por direito, e basicamente foi o cara que tranquilizou o reino de Azgeda. Então Clarke o leva para os outros e tudo acontece muito rápido. Quando nos demos conta eles estavam sozinho com Bellamy e armando um plano que seria praticamente suicídio. Eu, particularmente, senti a morte de Roan de forma bem impactante, de duas formas. Primeiro que a gente sabe que Jason não mede esforços para matar um personagem, então foi, sim, dolorido; por outro lado, quem o matou foi Kane, o que dói mil vezes mais. Kane foi o cara que a gente odiou na primeira parte, amou na segunda, e sofreu com na terceira. No fim das contas, Roan teve a vida que mereceu pelo tempo que viveu, fez tudo o que quis, e não se tornou subordinado de ninguém por força maior. Seus conselhos e sua língua ácida farão falta!

 

2. Monty e Jasper. Eu vi essa cena ainda no Sneak. Sofri, porque Jasper passou tanto tempo sentindo apenas sua dor como se ela fosse maior do que qualquer outra coisa no mundo, inclusive a de seus amigos. Sua maneira de sofrer incomodou, muito mais do que a maneira de sofrer de Clarke, por exemplo, que foi embora. Jasper lamentava, incomodava a todos, bebia e incomodava um pouco mais. Ele nunca soube ser um cara contido, e sempre colocou pra fora exatamente aquilo que estava pensando. Quando ele e Monty conversam ao procurar a placa mãe o sentimento foi geral: UFA! Pensamento que finalmente ele tinha aberto os olhos para tudo aquilo – já não era sem tempo! –, mas aí o aparecimento de Alie ferrou tudo. Meu coração particularmente se despedaçou duas vezes: ao ver Alie, e ao assisti-lo apunhalar Monty na barriga. Doeu, sim, mas a gente torceu pelo nosso pequeno Green correr. Sofremos duplamente até o fim, e só quando Jasper sorri no fim da segunda parte que eu consegui respirar normalmente outra vez. Força pra vocês, guys!

 

3. Indra e Kane. A ideia de explodir o corredor é brilhante, se eles não estivessem no andar térreo de um fucking alto prédio. A ideia de escalar sei-lá-eu quantos andares é ainda mais alucinante. O fato de Kane ser um zumbi de Alie e estar agindo daquele jeito nos deixou em desespero, mas naquela situação eu teria pensado mais em mim do que qualquer outra coisa. Ele já tinha matado Roan e sei lá mais quem do povo da Arca com aquela obsessão da IA, então ele não tinha tanta moral na hora. Mas Indra é uma grounder, e nós sabemos por Lincoln que um grounder não costuma abandonar amigos. Quando ela começa subindo aquela escada de forma tão vacilantes sabia o que ia acontecer. Quando ele a chamou, então, eu imaginei que ele pudesse ter voltado, e a melhor parte é que ela volta por ele sem nem hesitar, sem pensar duas vezes, sem medir os pros e contras. Ela confia nele, aprendeu a lidar com ele, e vai estar lá por ele quantas vezes forem necessárias. Se eu estou ansiosa para vê-la na próxima temporada, e pra saber o que aconteceu em seguida? COM TODA A CERTEZA.

 

4. Ontari. Nós fomos aprendendo sobre Alie de forma gradativa. Quando Jaha convence Raven a inserir o chip nós vimos que ela é instantânea. Quando Abby se torna um deles, nóes vimos que eles não medem esforços para atingir seus objetivos. Qunado Ontari se oferece para que Jaha lhe mate, nós percebemos que Alie os convence à devoção. É a única explicação para que ela concorde com a IA, vá até onde o ex-Chanceler está, se ajoelhe e espere pela morte como quem espera na fila do pão. Sabíamos que Alie era poderosa e que ela matava qualquer um para conseguir o que queria, só não imaginávamos que veríamos tal cena, com tal tranquilidade, e com uma consequência tão grande. Sim, a morte cerebral de Ontari me chocou bastante, principalmente porque sem ela o plano de Clarke ia todo por água abaixo. Adeus, última dos NightBloods!

 

5. Clarke na Cidade da Luz. Uma palavra definiu tudo o que eu vi quando a menina Griffin ingeriu o chip e entrou na Cidade da Luz: nostalgia. Os cabelos presos da forma que estava quando ela foi mandada com os outros cem para a terra, ainda na primeira temporada. As roupas, a cara de menina de 18 anos. Senti uma pontinha enorme de nostalgia quando ela corre e então para pra observar o mundo novo ao seu redor, da mesma forma que fizera ao descer do módulo. É como se estivéssemos vendo-os chegando outra vez, curiosos e temerosos. Até mesmo Jasper estava lá – mesmo que bem diferente da forma que ele chegou à Terra. Ai, que saudades!

 

6. Invisibilidade. Desde o começo The 100 foi categorizada como uma série de ficção científica, por todo o detalhe nada pequeno deles estarem vivendo num anel enorme no ceu, mais de cem anos a nossa frente. Mas isso meio que se tornou “rotina” e não paramos realmente pra pensar sobre isso. A Chama não nos fez esquecer, no entanto. Que dispositivo, no mundo, “guarda o espírito de suas comandantes antigos”, me diz. E quando Clarke a insere em sua própria nuca – como uma verdadeira louca – e entra na Cidade da Luz através do Chip da Alie, a Chama a protege lhe dando invisibilidade. É quase como se ela soubesse que ela estivesse entrando de penetra em algum lugar e não pudesse ser reconhecida, ou sequer vista. Onde eu consigo uma para mim?

 

7. Lexa. Eu quase tinha me esquecido dos boatos de que Lexa reapareceria no último episódio, então nem preciso dizer como foi a minha surpresa ao vê-la aparecer tão… Ela, naquela escadaria. Seu senso de proteção em relação as pessoas é enorme, e ela nunca, nunca, deixaria que Clarke sofresse se pudesse interferir. A pintura no rosto, a forma de sorrir, os olhares, tudo também deixou-nos com uma pontinha de nostalgia gostosa, uma última apalpadinha no nosso ego que queria ver a guerreira grounder em ação mais uma vez. Como disse, uma vez, Chorão: você deixou saudades!

 

8. Raven e Lexa. Além de deixar saudades por ser quem é, Lexa sabia agir. O combo de imagens que a parte dois nos proporcionou com Lexa e Raven, uma de cada lado de Clarke, ajudando-a da forma que podiam, ao mesmo tempo, deixou os coraçõezinhos apertados. Ao mesmo tempo que Lexa enfrentaria um exército gigantesco de pessoas preparadas para matá-la e que ao menos sentiam dor, Raven estava pronta para salvar Clarke, estava pronta para ajudá-la por mais que não concordasse com muitas das coisas que ela dizia ou decidia. As duas foram peças importantíssimas na caminhada da menina Griffin pela Cidade da Luz, sem contar a parte importantíssima que se empenhava em protege-la com suas próprias vidas em Polis. Ah, as parcerias dessa série!

 

9. Bekka e Alie. Foi um pouco mais que estranho ver duas Alie’s juntas no mesmo recinto. O fato de Bekka Pramheda estar presa dentro da Cidade da Luz, apenas esperando que alguém conseguisse deter a própria criação que saiu de controle também não fica muito atrás no quesito estranheza. A conversa entre as duas, então, é o ápice da cena toda. Alie é robótica – e aí temos que dar os parabéns para a atriz Erica Cerra, porque né – e Bekka é naturalmente tranquila e aflita, ao mesmo tempo. O papo de salvação da terra entre elas deixaria qualquer um louco. Eu estava agoniada com o tempo passando e elas duas falando quase uma por cima da outra pra tentar convencer Clarke de que ela devia ouvi-las. É quase desesperador. Alie tem ótimos argumentos, mas os métodos usados são horríveis. Por outro lado os argumentos de Bekka são plausíveis, mas as consequências são desastrosas. Mas já que falam que nem tudo são flores, só posso desejar força e sorte para o povo da terra – e isso inclui todo mundo – porque o problema que vem é um pouco maior.

 

10. Octavia. A menina Blake já estava conturbada desde a primeira parte. Ver Pike ali, tão próximo à ela, e ainda junto com sua mentora Indra, mesmo que apenas por questões de sobrevivência a atormenta de forma inimaginável. É como se ela revivesse a morte de seu maior amor Lincoln toda a vez que olhava para o comandante. É demais pra sua cabeça, e todos nós já tínhamos imaginado o desfecho dessa história antes de ela acontecer. O fato da tranquilidade dos movimentos dela ao enfiar o facão em sua barriga é que surpreende, mais do que o ato. Bellamy e Clarke, que assistem a toda a cena, nada demonstram porque sabem como a garota precisava dessa libertação espiritual, e muito mais do que acham, Octavia age e se porta como uma grounder nascida no lugar errado. Te desejamos toda a força do mundo, pequena guerreira!

 

A terceira temporada acabou, a gente sabe, mas agora o problema deles é maior, e não é culpa de alguém, exatamente. Não tem uma pessoa com quem eles possam lutar, não é uma pessoa, ou uma coisa: é uma catástrofe. E, além de tudo isso, não podemos esquecer do seguinte fato: Luna os expulsou da plataforma dizendo eu ia agir de sua própria forma, e nada mais foi dito sobre ela. Será que ela aparece na próxima temporada? Eu estou absolutamente curiosa para saber o que eles vão fazer dessa vez: vocês também?

 

© Texto: Dheel Hauptmann – Equipe The 100 Brasil – Não reproduza sem os créditos.