The 100 | Review – 4×13: Praimfaya

The 100 | Review – 4×13: Praimfaya

MAY WE MEET AGAIN!

Após uma longa caminhada nos deparamos com o desfecho de mais uma temporada de The 100. As opiniões sobre o desenvolvimento dessa temporada são diversas, mas em sua maioria positivas (o que não é de se admirar já que sobrevivemos à temporada passada com toda aquele enredo maçante da City Of Light). De modo geral o quarto ano da série mostrou-se dinâmico e rápido, afinal, aqui não se buscou construir um final ao longo dos episódios, pelo contrário, desde a estreia já se conhecia o que aconteceria no fim e apenas os detalhes que encontraríamos ao longo do caminho que permaneciam no desconhecido.

Sobreviver! Esse foi o verbo chave para o desenvolvimento desta temporada. Semana após semana vimos os personagens lutarem contra todas as adversidades para ter uma chance de sobreviver ao inevitável. A radiação aproximava-se a cada dia do local onde estavam alojados e os primeiros sinais do fim do mundo já eram perceptíveis. A necessidade de sobrevivência testou os limites humanos, físicos e emocionais de todos e isso foi um dos grandes empecilhos para encontrar uma solução para gerenciar tal situação.

Por muito tempo (e isso chegou a me incomodar bastante, mas entendo a necessidade, pois sem isso não haveria desenvolvimento da trama) vimos as forças Polis (grounders) e Arkadia baterem de frente e atrapalhar as tentativas de encontrar uma solução que beneficiasse a todos, sem exceção. Vimos a Arca ser destruída, vimos o combustível que levaria Abby e Raven ao espaço ser derramado, vimos Abby ir de contra os seus valores para testar o Night Blood… quando a esperança surgia no horizonte junto com uma sombra negra se levantava para ofuscá-la. Foi frustrante assistir todas as tentativas falhas da Clarke em manter a paz e fazer com que todos entendessem que a única chance que eles teriam para sobreviver era se TODOS trabalhassem juntos para tal. Mas o ser humano é egoísta e só pensa em si. Esse egoísmo ficou mais evidente quando a notícia da descoberta do Bunker chegou a público.

Um conclave foi acionado. Uma luta entre os treze clãs para definir a posse do abrigo. Foi um verdadeiro banho de sangue onde cada clã viu o seu representante ser morto e com ele a sua esperança de sobreviver ao Praimfaya. Octavia se elevou como vencedora da sangrenta batalha devolvendo a esperança a todos ao declarar que o Bunker deveria ser compartilhado por todos os clãs, tornando-se assim a líder de Wonkru. Vimos aqui que para alcançar a união que Clarke tanto buscou, foi preciso utilizar a linguagem que os Grounders estavam acostumados: o sangue. Agora um novo sacrifício deveria ser feito e Skaikru deveria selecionar apenas cem pessoas para sobreviver, como todos os clãs haviam feito. Esse era o preço a ser pago pela sobrevivência da raça humana.

Praimfaya chegou à Polis destruindo tudo o que estava ao seu alcance. Sobreviver sem um traje apropriado já era impossível. Muitos decidiram aceitar a morte (obrigado, Jasper. Demorou muito), outros lutaram pela vida (obrigado, Raven), e outros, como Clarke, Bellamy, Monty, Harper, Echo, Emori e Murphy decidiram apostar na única solução ao seu alcance, voltar ao espaço e habitar novamente a Arca. A opção aqui era sobreviver ou sobreviver, morrer estava fora de questão.

O último episódio veio mostrar a questão do sacrifício e nos fazer questionar o quanto você está disposto a se doar para que alguém com quem você se importa fique bem. Vimos Clarke fazer o seu último sacrifício para que que os seus amigos tivessem uma única chance lá em cima. Relutantes eles partiram em direção à Arca deixando a amiga para ser consumida pelas chamas da radiação. Para eles a “morte” da Clarke significava o combustível para que pudessem se manter vivos, caso contrário ela teria morrido em vão.

Feliz por saber que Clarke sobreviveu ao Praimfaya graças ao Night Blood (Abby teria conseguido salvar todos na metade da temporada), somos apresentados a um novo planeta Terra em plena reconstrução, seis anos depois da grande devastação. Clarke, junto com a sua pequena Night Blood (que não é sua filha, é bom deixar claro) é surpreendida pela chegada de uma nave, e não era uma visita que ela ficou muito feliz em receber.

Em nenhum momento ao longo das quatro temporadas foi mencionado que existia uma outra corporação, além da responsável pela construção da Arca, que mantinha pessoas no espaço. Sabemos que as nações se uniram para compartilhar a Arca, sabemos que aqueles que cometiam crimes dentro daquele ambiente eram atirados no vácuo como punição. Então, de onde veio essa nave contendo prisioneiros? Por que demoraram mais de cem anos para tentar voltar a Terra? E se ela for uma parte da Arca como sobrevirem todos esse tempo em que ela foi evacuada?

São muitas questões em aberto e que teremos que conter a ansiedade até o próximo ano. Não vai ser fácil, mas a vida é feita de sacrifícios, não é?

  • Pablo Melo

    foi falado em outros fóruns que foi mencionado nessa temporada sobre uma colônia em um asteróide depois de Marte, que serviria para prisioneiros trabalharem em um mina (não lembro de que)