The 100 | Review – 4×02: Heavy Lies The Crown

The 100 | Review – 4×02: Heavy Lies The Crown

Quando o assunto é tomar o poder, The 100 não mede esforços e faz questão de nos apresentar todas as variáveis possíveis de forma imediata de como isso pode acontecer. Na temporada anterior vivenciamos isso nas ações de Pyke em Arkadia, nas investidas da Polis, ALIE e, principalmente, nas ações da Nação do Gelo, que sempre se mostrou cruel, impiedosa e sedenta por poder.

Na semana passada, Azgeda, sob o comando de Roan, assumiu o controle da Polis, logo, o domínio sobre todas as outras nações, incluindo o recém integrado 13º clã. Roan sabia que manter as ordens que a Lexa deixara durante seu tempo como Comandante, seria um tiro na própria popularidade que estava baixa (principalmente com as pessoas de sua própria tribo). Os chips da ALIE, além de causar uma destruição monstruosa, fez com que a Nação do Céu fosse vista como uma praga que deveria ser eliminada a qualquer custo, e isso deveria ser a prioridade de quem assumisse o controle da Polis. Mas como agradar o seu povo dando-lhes aquilo que eles querem, se em menos de seis meses não haveria ninguém ali pra comemorar o que havia sido feito, e a única chance de sobrevivência era manter vivos aqueles a quem eles tanto desejam a morte? Um fardo e tanto a ser carregado, não é verdade?

A decisão de Roan custou a sua popularidade e a sua firmeza diante dos 12 clãs, mas precisava ser feita. SkaiKru permanece como parte da aliança e, em segredo, encontrariam uma saída de conter a radiação ou, pelo menos, uma forma de salvar a todos por pelo menos mais cem anos (difícil, não é?). Guardar um segredo desse do seu povo era uma tarefa difícil, e Roan começou a ser questionado. Um dos Clãs, Árvore Brilhante, revoltado com a decisão do rei, desafiou o seu trono. O problema é que Roan não estava completamente recuperado do tiro e se recusou veementemente em mandar um dos seus guerreiros (Echo) a lutar no seu lugar, uma vez que Kane não conseguiu pôr juízo no embaixador da tribo que se rebelava. A luta era iminente e o rei perderia (talvez), mas ninguém contava com a astúcia de Octavia que, de forma sorrateira, visitou o embaixador uma última vez para tentar convence-lo de não lutar e quando este se negou, ela deu-lhe um golpe fatal e livrou Roan, por enquanto, de uma luta desnecessária.

Guardar um segredo na tentativa de proteger o seu povo não é um privilégio apenas do Rei de Azgeda. Clarke conhece muito bem o peso de manter uma informação que pode transformar toda a situação em que se encontram em um completo caos caso todos tenham conhecimento. Vivendo esse empasse, a Wanheda sentiu nas próprias mãos o peso das decisões tomadas pelo Chanceler Jaha quando ainda estavam no espaço. Manter segredo era necessário para que o caos não se instaurasse no povo e tudo perdesse o controle. Clarke e seus amigos tem a responsabilidade de encontrar uma solução para conter o derretimento acelerado dos reatores, ou uma forma de conter a radiação de prejudicar a todos. Rapidamente eles chegam à decisão de reestruturar completamente a Arca, pois ela já havia suportado grande radiação por 100 anos no espaço, mas haviam dois problemas: poucos sabiam a verdade e não havia operários o suficiente para o trabalho braçal, e o outro era que a estação alfa não era capaz de suportar mais de 500 pessoas.

Clarke se viu num impasse que, com certeza, a destruiu por dentro. Ela havia feito uma promessa a Roan de que salvaria a todos, sem exceções. Salvar apenas 500 do seu povo era uma decisão muito egoísta, e isso não era do seu feitio, mas naquele instante era uma prioridade. Se havia uma chance de a raça humana sobreviver, aquilo deveria ser feito. Então Clarke envia uma equipe liderada por Bellamy em busca de um reator de hidrogênio que Raven utilizaria para produzir água quando a estação alfa estivesse funcionando. O que ela não contava era que a equipe não só encontraria o reator, mas também iria se desfazer dele para libertar das mãos de homens de Azgeda, pessoas da Arca que estavam sendo tratadas como escravos. Libertos e levados para Arkadia, Clarke não poderia mais carregar aquele peso sozinha, e se quisessem uma chance de sobrevivência, a hora de lutar era agora, unindo todas as forças que pudesse encontrar. Dessa forma, ela compartilha com todos o destino cruel que os espera e pede a colaboração de todos.

Sabemos que a decisão de reeguer a estação alfa vai ser um dos grandes motivos para que Roan se volte contra Clarke, pois quando ele descobrir o que ela está fazendo (primeiro protegendo o seu povo) a aliança será desfeita e uma nova guerra começará. O que nos resta é torcer para que Clarke encontre uma solução que seja benéfica a todos e os ajude a sobreviver e prosperar.

No mais, obrigado a todos por terem lido mais esta review.

Até a próxima.