The 100 | Review – 3×11: Nevermore

The 100 | Review – 3×11: Nevermore

Com esse novo episódio, “Nevermore”, atingimos um momento decisivo da trama que envolve a Alie, seu objetivo com essa armação toda, e a cidade da luz. Finalmente as intenções foram expostas de forma clara e, principalmente, foi exposto o que a Inteligência Artificial está disposta a fazer para alcançar seu objetivo. Na última semana vimos a Alie usar a vida da Raven para chantagear a Abby a juntar-se ao time, neste episódio percebemos o poder do seu controle e da sua capacidade de manipulação e provocação.

Para o desenvolvimento desse episódio todas as demais tramas paralelas foram deixadas de lado. Não vimos nenhuma repercussão do que está acontecendo em Arkadia, muito menos da turbulenta ascensão de Ontari na Polis, ou sequer a mínima menção da prisão do Pike e como Kane está tentando intermediar esse momento com os Grounders. Sinceramente eu concordei com a decisão dos produtores em apresentar um episódio mais limpo e concentrado em um único seguimento, pois favoreceu o desenvolvimento dessa pequena forma de forma concreta e tensa. Esse episódio também contou muito com a dor, principalmente com a dor da perda e a forma como cada um reage a ela.

Não quero aqui ficar me repetindo sobre o erro gravíssimo que envolve esse retrocesso do Bellamy como personagem, mas aqui fomos capazes de enxergar justamente aquilo que temíamos: o recomeço de uma jornada de redenção e reconstrução da sua postura. Vimos que a revolta da Octavia foi a maior responsável para que ele pudesse entender a gravidade dos seus erros e sentir o peso que vem carregando, e por isso ele tem se torturado. Mas como já disse várias vezes, não era necessário. Nesse mesmo raciocínio, encontramos o Jasper. Já perdi a paciência com o personagem nessa temporada e agradeço muito por ele ter pouco destaque e aparecer bem pouco, pois a forma como o estão conduzindo é cansativa e fatigante. Ele era um personagem tão vivo, tão vibrante, e agora está resumido apenas a um poço de amargura. Certo que ele perdeu alguém que amava, mas TODOS ali também perderam e seguiram em frente (mesmo com erros, mas seguiram).

Clarke e Octavia também representam um momento duro e de perda. Ambas perderam alguém que lhes era importante e cada uma reagiu de forma diferente. Para Octavia, a morte do Lincoln foi apenas uma confirmação de que ela estava (está) sozinha nesse novo mundo. Para Clarke, a morte da Lexa se tornou uma nova missão para que ela possa manter a Heda viva, nem que seja em suas lembranças e garantir que tudo o que ela lutou para construir na Polis seja posto em prática. De forma decisiva nesse episódio e que mudará completamente a forma como Clarke enxerga aquele chip, a necessidade entender o que está por trás daquilo tudo, sobre o que é essa segunda versão da Alie, será algo que gerará um conflito grandioso quando chegar a hora de decidir entre dar seguimento ao rito da Polis ou libertar o seu povo da influência da Alie.

Um outro ponto bastante decisivo nesse episódio, foi a postura do Monty ao matar a própria mãe. Deve ser uma sensação desoladora ver sua mãe agindo de forma descontrolada, capaz de até mesmo te matar e não se dar conta, e que te faz chegar no limite da razão e cravar uma bala no meio do peito dela. Monty carregará esse peso e essa dor para sempre, principalmente porque depois ele descobre que poderia salva-la, mas naquela hora, ela faria qualquer coisa que a Alie mandasse. Pobre Monty.

Quero encerrar essa review comentando a postura da Raven nesse episódio e de como ela conseguiu entrar na cabeça de todo mundo com os seus joguinhos de manipulação. Primeiramente eu me senti assistindo a um filme de exorcismo, com todos aqueles gritos e contorções, mas principalmente pela frieza e indelicadeza com a qual ela tocava nas feridas mais profundas dos personagens que estavam ao seu redor. Até onde aquelas palavras foram de influência da Alie nunca saberemos, porém, a forma como a Raven dilacerou e rasgou cada uma delas enquanto falava, foi magnifico. Felizmente, após toda a luta durante o episódio para conseguir desenvolver o mecanismo que na semana passada Raven pensara ser suficiente para retirar a IA de sua cabeça, a moça finalmente se vê livre da Alie e dos seus jogos mentais.

Agora todos estão unidos na missão de deter o avanço da Inteligência Artificial e utilizar a segunda versão do seu programa para conseguir tal feito. Com a inteligência da Raven eles serão capazes de contornar essa situação, isso, é claro, se Alie e Jaha não conseguirem matar todos, como ficou prometido no final do episódio.

Até breve.

  • Gilmara Da Silva Reis

    Estou cansada de ver Jasper e Bellamy , personagem cansativos, deveriam ter um fim logo, Claro Alie, Jaha ,Ontari também,mas eles são vilões e a história precisa deles, ao contrário dos dois “mocinhos” , estão chatos e insuportáveis, Jasper só sabe chorar, Bellamy só serve pra tomar decisões erradas e METER a arma na cara de alguém e sair atirando!!

  • Gilmara Da Silva Reis

    Felipe Martins excelente analise, concordo que Jasper esta insuportável ( desde a segunda temporada), finalmente uma analise desse site que não colocam um fav(Bellamy) como favorito, mesmo pq não da pra aceitar que ele vai voltar a ser o “mocinho’’, Monty ganhou nota 10 , embora nessas 3 temporadas tenha pouquíssimo destaque e me questiona a relevância dele para a serie, mas ele teve a árdua tarefa de matar a mãe isso realmente o fez superar qualquer duvida em relação ao seu personagem, Jasper continua fraco e chorando e INSUPORTAVEL, mas o que tem d realmente destaque são as meninas, Raven sensacional, Octavia (também), e Clark, você foi o único a falar do desespero dela quando quase destruíram o chip, continue assim fazendo analises sem demonstrar o favoritismo e sendo pontual quando tem que ser.

    • Gilmara, obrigado pelo comentário… Fico muito feliz que você esteja acompanhando e gostando dos meus textos. Desde que comecei a escrever reviews que carrego a preocupação de separar a minha “visão de fã” da “visão crítica” com a qual redigo os meus textos. Acredito que muitos confundem escrever uma review analisando o episódio da forma que se deve ser e como as coisas estão desenrolando, com a necessidade de expor os seus pontos de vistas e interpretações sobre aquilo que aconteceu. Acaba resultando em algo extremamente pessoa, uma crítica bastante tendenciosa… eu não gosto disso.
      Novamente, obrigado por comentar.

      Felipe, obrigado por postar o meu texto… pena que esqueceu de alterar a autoria, né?! kkk