The 100 | Review – 4×03/04: The Four Horsemen / A Lie Guarded

The 100 | Review – 4×03/04: The Four Horsemen / A Lie Guarded

Talvez vocês, caros leitores, tenham se perguntado o motivo de não termos publicado a Review do episódio da semana passada, e se não se questionaram, darei a resposta do mesmo jeito porque temos que dar uma satisfação, não é verdade? Pois bem. Quando nos dispomos a fazer, principalmente quando nos dispomos a escrever sobre algo, é preciso que exista algo que faça sentido. No caso das reviews, que dependem do desenvolvimento do episódio, é preciso que este tenha um começo, meio e fim para que possamos escrever algo com conteúdo, e não apenas uma página, ou duas, cheias de palavras desconexas e sem sentido.

Por esse motivo não escrevi e nem publicamos uma review única de The Four Horsemen. O terceiro episódio dessa nova temporada, a meu ver, não foi rico o suficiente para que eu pudesse escrever um artigo decente. Faltou um complemento que amarrasse todos os eventos mostrados de forma rápida dentro do episódio, e isso ficou completamente evidente durante a exibição de A Lie Guarded. O quarto episódio veio amarrar tudo o que ficou em aberto de forma desnecessária na semana passada.

Vamos por partes.

Primeiramente, em Arkadia, encontramos uma Clarke completamente desgastada com a necessidade de encontrar uma solução para livrar o seu povo, assim também como os Grounders, da radiação iminente. Os reparos da nave estavam ocorrendo como o esperado, mas eles sabiam que não poderiam salvar a todos, apenas 100. E como escolher cem pessoas e deixar o restante morrer agonizantemente? Raven, por controlar o estoque de alimentos e medicamentos, tomou uma postura firme ao não permitir que Clarke desperdiçasse seu estoque com os Grounders que vieram com a Luna, afetados pela radiação, assim como não quis permitir uma expedição liderada por Jaha, em busca de um bunker perdido. A loira, por sua vez, ansiosa por salvar a todos, prometeu que faria uma lista com os cem nomes das pessoas que sobreviveriam dentro da nave.

O terceiro episódio girou apenas em cima desse plot (e também do que acontecia na Polis, mas chegaremos lá daqui a pouco), e não foi de uma forma satisfatória. Tudo aconteceu de forma rápida e extremamente vaga. A expedição foi feita, uma luz no fim do túnel que se apagou tão rápido como surgiu. A decepção chegou a todos. Uma nova luz se acendeu quando, milagrosamente, Luna começou a se recuperar da ação da radiação. De alguma forma o Sangue Negro repelia a radiação do corpo, dando uma esperança para que uma solução fosse encontrada para salvar a todos. Mas a lista já havia sido feita.

A repercussão da lista dos 100, foi sentida no episódio dessa semana. A verdade acertou a todos de Akardia como um raio numa noite chuvosa. O maior questionamento de todos que viviam na comunidade era: quem a Clarke pensa que é para decidir quem vive e quem morre? Uma pergunta justa para quem não está com o peso e a responsabilidade nas costas de salvar todo mundo. A loira tá aprendendo da pior formo como ser uma verdadeira líder, e tem sofrido bastante com isso. Como ela mesmo falou, aquela lista é apenas uma precaução que deveria ser usada no pior dos casos. Dar uma informação dessas a um povo já assustado instauraria o caos sem precedentes e a chance de salvar pelo menos cem pessoas, iria por agua abaixo.

Monty e Jasper não pensaram assim. Talvez tenham achado egoísta da parte da Clarke tal lista, mas era necessária. A lista foi feita observando as qualificações pessoais que garantiriam a sobrevivência da espécie. Engenheiros, médicos, mulheres férteis e com saúde, homens de força, tudo para garanti que pelo menos cem pessoas sobrevivessem à tragédia, mas isso não foi visto com bons olhos. A solução apresentada por Jaha foi um sorteio onde, de forma aleatória, quando a nave estivesse completamente pronta, seriam escolhidas as cem pessoas a sobreviver. Um tiro no escuro, é verdade, mas foi capaz de conter a fúria do povo.

Na Polis, após Roan ter a Chama roubada por um novo Flamekepper (a filha de Indra), ele ordenou que Octavia arranjasse uma forma de resolver essa bagunça antes que as outras nações descobrissem o que havia acontecido. Tocada pela surpresa de saber que a filha de sua mentora era a responsável pelo roubo e que Roan a mataria, Octavia e Indra orquestraram um plano para que ela fugisse com a Chama, e uma justificativa a ser dada ao rei. Roan acredita que a chama foi destruída, logo, sua vantagem frente as outras nações, foi destruída e logo ele seria questionado. No episódio dessa semana o vimos quebrar a aliança com Arkadia e a Nação das Árvores, ele alegou que sua decisão se deu por descobrir que Arkadia planejava reconstruir a nave e proteger os seus, e isso era traição. Mas na verdade, ele está com medo da retaliação das outras nações e precisou se posicionar de forma dura e impiedosa contra as outras duas.

Roan não é burro, ele sabe que a explicação que Kane lhe deu fazia sentido. Abby estava em direção ao laboratório de Becca para descobrir como produzir o Night Blood para salvar a todos sem exceções, e mesmo assim Roan agiu com crueldade. É ou não para mostrar poder para as outras Nações? Lindo foi ver aquela luta intensa entre Octavia e Echo. Por um momento eu temi pela vida da nossa querida e destemida guerreira, mas ela se mostrou mais durona do que imaginávamos, e conseguiu sobreviver àquele golpe e à queda. Well done, Octavia.

Agora temos uma Arkadia em alerta, um Roan furioso querendo tomar a nave, e Abby e seus companheiros dentro dos laboratórios de Becca procurando uma solução e cientes de que algo muito perigoso os cerca, e tenho certeza que descobriremos muito em breve.

Até a próxima.

  • Gabi Valentim

    Que episódios! A pior parte para mim foi a queda da Octavia. E a cena que partiu meu coração foi a do Bellamy quando soube da “morte” da irmã. Estou abalada até agora…