Review | The 100 – 4×01: Echoes

Review | The 100 – 4×01: Echoes

Após uma temporada marcada por muito sangue, luta e guerra, The 100 retorna com muita força para o seu quarto ano de exibição. Todos nós esperamos ansiosos pelo retorno da série que nos envolveu, nos fez chorar, nos fez amar alguns personagens e odiar tantos outros, que nos surpreendeu a cada episódio ao mostrar a evolução assombrosa do enredo e diálogos que o show se propôs, nos fazendo esquecer completamente daquela tímida primeira temporada. Podemos dizer, com toda a certeza, que The 100 possui um grande destaque dentro da grade da CW, e reconhecemos isso através do empenho de toda a produção que entrega semanalmente um show rico, bem roteirizado e produzido.

The 100 nos surpreendeu. Acredito que a última temporada tenha sido o ápice da série, pois foi nela que pudemos nos aprofundar e conhecer de fato como as regras na Terra pós-apocalíptica eram ditadas, assim como descobrir o que levou a ocasionar tal desastre. A série se propôs a explorar esse enredo de forma incrível ao longo da temporada, desde o momento em que nos apresentou as demais Nações que vivem sob o comando da Polis, a forma esta foi fundada e de como se deu a ascensão dos diversos comandantes que governaram as Nações. A temporada passada também serviu como palco para ressaltar a evolução dos personagens, principalmente por focar no poder feminino, e mostrar a força e garra das mulheres dessa série. É claro que tivemos alguns altos e baixos, mas, pelo conjunto da obra, podemos releva-los, correto?

Então começamos nova temporada exatamente do ponto em que paramos. A Polis está devastada e é possível ver o estrago que os chips da ALIE causou na população. Por conta disso a popularidade do Skaikru que já era baixa, atingiu um nível quase imensurável, uma vez que todos os culparam pelo acontecido (obrigado, Jaha). A cidade centro está desolada, as Nações não possuem um Heda para ditar as regras, logo, cada um que quisesse assumir as rédeas da situação. A Nação do Gelo, como de costume, prontamente (e de forma delicada, para não dizer o contrário) assume o controle da Polis através da voz da Echo, enquanto Roan (que todos acreditavam estar morto) se recupera, ou pelo menos tenta sobreviver.

Nesse momento encontramos uma Clarke em conflito, pois ela acabou de sair de um enorme problema carregando um maior nas costas, e agora via novamente o seu povo como refém do autoritarismo da Nação do Gelo, e ela de mãos sem poder mover um músculo. Sua única esperança era a recuperação de Roan. Como vocês já assistiram ao episódio e sabem o que aconteceu nesse meio tempo, não irei gastar linhas para narrar todo o desenrolar dessa história, até porque esse não é o intuito de uma review. Aproveito esse momento para ressaltar a minha admiração pela figura da Clarke, e falar o quando ela evoluiu desde a primeira temporada. Ver o posicionamento dela frente às adversidades apresentadas nesse episódio, foi algo incrível. Ela sempre manteve a cabeça erguida, mesmo quando tudo parecia estar perdido, mas Clarke enfrentou tudo de pé, até mesmo no momento no qual ela teve que se desfazer da única coisa que a mantinha próxima à Lexa, a chama.

Roan, se recupera assustadoramente rápido dos seus ferimentos, assume o comando da Polis, mantendo seu acordo com a Clarke e aquele que fora firmado pela Lexa, logo, Skaikru pode caminha em paz. Exceto pelo fato de que TODOS estão destinados a morrer dentro de seis meses, uma vez que os reatores das usinas nucleares que resistiram a primeira explosão, estão derretendo assustadoramente rápido e o nível de radiação está subindo a cada segundo. Como lidar com a pressão de que todos estão com os dias de vida contados? Como lidar com a pressão de que se essa informação vazar (e vai vazar, e bem mais cedo do que esperamos) todas as Nações ficarão enlouquecidas e veremos uma guerra como nenhuma outra. Clarke, Bellamy, Raven e os demais residentes de Akardia, tem nas mãos uma grande responsabilidade. As vidas de todos dependem do empenho deles em achar uma solução para o que eles acreditam não ter saída. O relógio está passando…

No mais, acredito que não preciso discorrer sobre Monty, ou sobre a presença desnecessária do Jasper (aqueles que o defendem, por favor, me perdoem), ou sobre a incrível desenvoltura da Octavia nesse episódio, ela sempre se destaca, não é verdade?

Portanto, encerro essa breve discussão por aqui e espero encontra-los na próxima semana.

BOA TEMPORADA!