Review – 2×09: Remember Me

Review – 2×09: Remember Me

Love is weakness

Estamos de volta com episódios inéditos de The 100 e, a partir de agora, eu, Carlinhos Maldonatto, estarei assumindo o controle das reviews da série. Tivemos alguns pequenos problemas para a publicação dos últimos dois textos e, por isso, estou iniciando essa nova fase das reviews seguindo o meu padrão de escrita. Antes de qualquer outra coisa, pedimos desculpas pelo o atraso e peço que compreendam a decisão de não construir dois textos separados para os episódios passados, mas sim fazer um apanhado geral que nos leve diretamente para o que vimos em “Remember Me”.

O sétimo episódio, a meu ver, foi extremamente importante para o desenrolar do que vimos nos capítulos seguintes, principalmente na relação entre Lexa e Clarke. A possibilidade de trazer um reaper de volta a sanidade foi o elemento que faltava parar motivar os Grounders a resgatar seu povo preso no Mount Weather. Mas é claro que toda aquela tensão de confiar ou não nos forasteiros, aliado também às ações do Finn no vilarejo, não fizeram com que as coisas fossem tão simples como Clarke esperava. A paz entre os dois povos, assim como a aliança entre eles, só viria a acontecer quando Finn fosse entregue e morto pelos Grounders.

Confesso que The 100 me surpreendeu bastante nesses dois episódios, pois mostrou um domínio dos seus personagens e um controle do enredo que ninguém esperava que série pudesse ter. Pudemos ver a Clarke lutando contra a razão e a emoção. Vimos a Abby arriscando sua posição como Chancellor por seguir a intuição da filha. E vimos também uma espécie de transformação na figura do Finn ao conhecermos o sacrifício que ele fizera anos atrás pela Raven. A forma como a série tratou a relação dos dois foi bem interessante, muito emotiva. Porém a dor maior ficou por conta da Clarke que preferiu se colocar como responsável pela morte do rapaz, ao invés de deixa-lo sofrer nas mãos daqueles forasteiros.

The 100

É preciso bastante determinação, segurança, coragem e vontade de proteger seu povo para se propor a encarar tamanho sofrimento. Lexa falou bem, o sofrimento dela seria pior do que o que Finn passaria no vilarejo, e isso a assombraria pelo resto dos seus dias. Não julgo em nenhum momento a posição a Clarke, pois era a forma mais digna de deixar o rapaz morrer e, ainda por cima, garantiria a aliança que ela estava procurando. “Remember Me” além de mostrar todo o desdobramento da morte do Finn, fez questão de trabalhar a questão da semelhança entre os dois povos que, apesar de serem diferentes na forma que se estruturam, compartilham das mesmas dores e preocupações.

Tanto os Grounders, como o povo da Arca, estão preocupados em sua própria segurança. É extremamente compreensível a desconfiança que existe em relação aos forasteiros, principalmente quando se tem uma Comandante tão passível a ouvir, conversar e tomar decisões movidas pela lógica. Lexa é completamente diferente da Anya, e eu acho que essa diferença entre elas é o que será responsável por aproxima-la de Clarke, mesmo seus conselheiros dizendo que é perigoso e errado (na verdade ela já faz isso). Apesar de termos uma Chancellor na Arca, quem no momento está tomando as decisões é a Clarke, a verdadeira líder, e Lexa se vê nela. São duas crianças atormentadas pelos sofrimento da perda, porém precisam permanecer fortes para o bem do seu povo.

A Comandante recuperou sua postura ao sentenciar um dos seus guardas à morte. Apesar de ter noção de que a verdadeira intenção dele era incriminar as pessoas da Arca e mostra-las como inimigos, essa ação serviu para que a imagem de poder da Lexa fosse reafirmada perante seus comandados. Eles temiam a “compaixão” dela, temiam que ela mostrasse fraqueza, e, a partir do momento em que ela condena um dos seus e termina o trabalho, ela reafirma que a justiça deve ser feita independente de quem cometeu o erro.

Apesar de todo o sofrimento e da constante sombra de dúvida que paira sobre eles, os dois povos agora estão prontos para dar continuidade ao seu plano de invadir Mount Weather e resgatar os prisioneiros. Felizmente eles não trabalharão sozinhos, pois os jovens já iniciaram seu próprio plano de fuga ao perceberem as reais intenções daquele povo fingido, e descobriram que as pessoas na Arca estão vivas e eles esconderam esse detalhe. Os jovens se arriscaram bastante ao invadir a sala do Dante, mas felizmente saíram “ilesos”.

The 100 2x09

Jasper e sua trupe deram continuidade ao trabalho de fuga, e o primeiro passo era mandar um sinal de resgate via rádio, porém, ao conseguirem acesso aos comandos descobriram que o sinal estava sofrendo interferência. Monty arriscou-se para conseguir liberar o sinal de rádio e enviar a mensagem para fora de Mount Weather. Infelizmente ele foi capturado, mas a mensagem foi recebida e motivou ainda mais as ações da Clarke. Agora é torcer para que ele não sofra o mesmo fim da sua coleguinha de cela.

Enfim, espero que tenham gostado do episódio, assim como dessa review. Sintam-se à vontade para deixar os seus comentários e impressões.

Até breve.

Obs.:

  • Gostei muito da forma como usaram a imagem do Finn para atormentar a Clarke. Na verdade não foi bem um tormento, foi uma forma de fazê-la aceitar a decisão que tomara. Por isso que a vimos aceitando sua “fraqueza” e a imagem do Finn desaparecendo.
  • A dor se alimenta do sofrimento e, por isso, ela desenterra momentos já superados só para inflamar aquela ferida. Aquela explosão da Clarke com a Abby não pode ser interpretada com um acerto de contas, afinal elas acertaram suas diferenças quanto a questão durante a primeira temporada, mas apenas como uma forma de alimentar a dor daquele momento.
  • Jhonathan

    Gostei de saber que VC faz a reviw… Acompanho the 100 e já conheço seu trabalho… Parabéns Carlinhos

  • amei o reviw.Chorei quando o finn morreu e cheguei a pensar que ele ate podia voltar.Mas eu estou encatadissima com essa serie,muito boa!