Jason Rothenberg fala porque morte de Lexa “pareceu ser a melhor escolha”

Como vocês estão se sentindo depois do episódio de quinta a noite? De coração partido? Confusos? Todos a cima? Não podemos lhe culpar de sentir-se assim após os intensos acontecimentos.

TVline conversou com o Produtor Executivo, Jason Rothenberg, na tentativa de conseguir ver algum sentido nas escolhas do último episódio – se prepare porque vai ser difícil de ler –  mas antes vamos recapitular brevemente os acontecimentos principais.

Um flashback de Polaris mostrou uma Becca quase frenética tendo uma discussão no Dia da União, mesmo após a sua primeira AI tendo destruído o planeta, segundo ela, a segunda AI valia a pena ser salva. Sua recusa em não destruí-la resultou em um ataque em Polaris. Ela conseguiu escapar lançando-se para terra em uma cúpula, vestindo um macacão onde estava escrito “Comandante.” Chegando na Terra, Becca foi consagrada como heroína, quase uma deusa.

Enquanto isso no presente… Titus tentou matar Clarke atirando nela, e uma das balas acabou pegando em Lexa. Seguindo após a morte de Lexa (sim, você leu isso) Titus removeu a segunda AI do pescoço de Lexa, falando que aquilo continha todas as memórias a lições de todos os Comandantes.

Agora vem as perguntas!

TVLine: Vamos começar com a morte de Lexa… The 100 sempre foi destemido tratando-se de matar personagens principais em prol de continuar a história. Isso se aplica à Lexa?

Jason Rothenberg: Nunca existe uma opinião unânime da na sala dos escritores se todos são ótimos nisso.  Todos argumentam e tentam achar uma válvula de escape se eles acham que isso é bom para a história. Então, como Criador, eu acabo decidindo o que acontece. Nesse caso, não houve muito debate. Alycia é atriz principal em Fear the Walking Dead. Eu tive que implorar, pedir emprestado e roubá-la da AMC para podermos tê-la por quantos episódios eu pudesse, e eu sabia que iria perder o poder de contracenar com ela após o episódio 7. É um processo complicado quando você está trabalhando com um ator que já está em outra série, então eu tive muito sobre o que fazer nessa temporada.

TVLine: Presumimos que a sua morte seja para um bem maior.

Jason Rothenberg: E realmente será.  Nós temos essas duas grandes histórias – a história de AI e a história das políticas dos Terra-firmes – mas não existia nenhum momento que unificasse os dois, nada que os conectassem. Quando eu trouxe a tona a possibilidade de reencarnação tecnológica para encontrar uma maneira de explicar a mitologia dos Terra-firmes, que a Comandante é uma reencarnação, isso foi algo que todos ficaram animados. Você não pode contar a história de reencarnação sem que aquela pessoa morra primeiro. Mesmo que isto tenha sido a decisão mais difícil de todas, pelo fato do quanto amo a personagem e a atriz, pareceu ser a melhor escolha.

TVLine: Você pode dizer se ainda veremos Lexa de alguma forma?

Jason Rothenberg:  Não posso dizer se essa é a última vez que iremos vê-la ou não, mas existe uma chama dentro da cabeça da Comandante, que contém as memórias e qual será o próximo Comandante. Lexa falou no episódio anterior que o próximo Comandante falava com ela através de sonhos, e agora ela faz parte dessa chama da tecnologia dos Comandantes em que ela tanto acreditava. Após ter visto o que sai de dentro dela no episódio 7, podemos pensar que essa é uma tecnologia da qual realmente podemos acreditar. Por isso digo que tudo é possível.

TVLine:  Falando em tecnologia, meu telefone acidentalmente corrige “Alie” para “Alien”. Será que é apenas coincidência?

Jason Rothenberg: [Risos] Sim, é somente coincidência. Apesar de quem sabe o que acontecerá na quinta temporada? Pode haver um mundo onde só existam mulheres vestidas de vermelho.

TVLine: Perdoe minha estupidez, mas apenas para esclarecimento: mas a primeira Alie é a que o holograma estamos vendo e segunda Alie é a que estava dentro da Comandante Lexa?

Jason Rothenberg: Sim o holograma apenas existe na mansão porque foi onde Becca contruiu e criou AI e AI decidiu se parecer igual a sua criadora. Essa mansão foi equipada com a tecnologia de holograma, foi por isso que Murphy e Jaha podiam ver. Uma vez que você pega a chave (chip), ela deixa de ser apenas um holograma e começa a se projetar em sua mente. Ela é tão real para você quanto as pessoas que estão ao seu redor. Alie 2 – talvez devêssemos ter escolhido outro nome para ela – é um programa mais recente que apenas pode ser utilizado em um hóspede humano. É preciso de que exista em um humano para que esse possa entender o que significa ser humano.

TVLine: Eu estou bem chamando por”Alie 1″ e “Alie 2” parece uma fábrica de horrores.

Jason Rothenberg: [risos] OK então.

TVLine: Por último, gosto da ideia de que Becca – a primeira Comandante – é tratada como uma deusa. O quanto dessa religiosidade nos iremos ver?

Jason Rothenberg:  Bastante. Eu sou fascinado por essa ideia também, que a ideia de tecnologia antiga/atual se tornou espiritual e religiosa após 100 anos. O símbolo do infinito significa uma única coisa para Becca e Alie, e até mesmo o pessoal da Arca que foi criado em um envolvimento tecnológico. E significa algo totalmente diferente para os Terra-firmes. É quase uma forma religiosa. E nós iremos ver isso no decorrer da temporada.

© Tradução: Andressa Montagna – Equipe The 100 Brasil – Não reproduza sem os créditos.


  • Rafael Sena

    Essa Série esta ficando cada vez melhor rsrs

  • Eliane Viana

    Nossa Fear the Walking Dead é muito ruim tentei assistir e realmente não deu, porque a atriz simplesmente não saiu desta orenda serie e decidiu ficar em the 100 gente nao tem nem comparação uma serie com a outra e por mas que ela seja uma das personagens principais em the 100 ela se destacaria muito mais.