Emma Caulfield, a Anya em Buffy — A Caçadora de Vampiros, relata seu amor por The 100

Emma Caulfield, a Anya em Buffy — A Caçadora de Vampiros, relata seu amor por The 100

The 100 foi lançado na Mid-Season da CW, em 2014. Embora as duas primeiras temporadas sempre se mantiveram na média, tudo mudou na 3ª temporada da série, que teve a sua estréia para a primavera deste ano. Desde então, a série de ficção científica ganhou muito mais seguidores, incluindo a atriz Emma Caufield. Como uma ex atriz de Buffy – A Caçadora de Vampiros, ela não acha estranho ter uma base de fãs tão intensa. Na noite da Season Finale, Caufield explica como o amor por essa série de adolescentes pós-apocalíptico começou.

Em algum momento de 2014, um ritual em todas as quintas-feiras se deu inicio: o programa favorito do meu marido estava começando. Eu caminhava até a sala de estar e dizia algo como, ‘Não acredito que você está assistindo isso.’

“Na verdade, é muito bom,” ele respondia de volta. Eu balançava a cabeça, olhava para aquele elenco nada atraente e diria algo superior como, “O cabelo de Monty é ridículo.”

“Esse é o Jasper,” educadamente ele respondia. “Bem, então diga à Kenny Fisher que ele quer seus óculos de volta,” Eu diria e começaria a rir da minha própria piada. E sua resposta, “Quem é Kenny Fisher? […]”

Algumas semanas se passaram, oferecendo rostos desconhecidos, porém bonitos. “Quem são esses atores? Todos são modelos ou algo do gênero?” Eu perguntaria. “São australianos, eu acho,” ele dizia com os seus olhos grudados na tela. “Claro que eles são. É a CW.” (Sem ofensas, espero que continuemos amigos). “Você poderia parar de apelidá-los com certos nomes? Meio que está arruinando a série para mim.” Ponto final nas minhas constatações. Eu senti como se havia chutado um Smurf! Eu era um monstro! Pedi desculpas e me retirei do cômodo, indo direto para o quarto.

Muitas semanas se passaram, eu alegremente continuava caçoando da série, mas somente para mim mesma. E então em uma noite, enquanto falava para os meus cachorros o quão chatos Finn, Clarke e Bellamy eram, fui interrompida por uma força sobrenatural. Eu meio que fui hipnotizada a deixar o quarto e ir para o sofá assistir ao programa com meu marido. Em um momento, eu queria ir ao banheiro, mas não conseguia. E em algum lugar entre querer ir e ficar no sofá assistindo, eu percebi que passivamente a série havia me fisgado e era hora de mergulhar de cabeça. Prometi não fazer piadas, mas eu tinha muitas perguntas. (Pessoas que fazem perguntas enquanto o episódio está passando são AS PIORES, certo?) Nós começamos a comer besteiras e deixar a TV no mudo nos comerciais, e lá estava o Bellamy, sem camisa e suado. Eu reprimi uma risada, mas misturado com aquele riso havia um desejo de saber porque ele estava sem camisa. E o que era essa tal de Cidade da Luz? Eu me importava.

Essa pequena questão fez com que eu começasse a minha jornada de maratona. Nas duas semanas seguintes, eu assisti as duas temporadas desde o começo. The 100 era sábio, original e criou um mundo que artisticamente evitou qualquer tentativa de limitar o seu enredo. (Eu me senti tão esperta por amar essa série!) A segunda parte da 2ª temporada estava prevista para começar alguns meses depois. Isso foi totalmente inaceitável, então fiz o que as pessoas geralmente fazem quando enfrentam seus problemas. Eu assisti todas as duas temporadas novamente e comecei a ler todas as matérias que conseguia encontrar sobre a série e sobre o elenco. Finalmente, a segunda parte da 2ª temporada voltou, e eu estava completamente envolvida.

E acho que foi por isso que comecei a tuitar ao vivo quando o episódio ia ao ar. Eu achei isso uma total distração, mas as vezes, você apenas tem que compartilhar o que está sentindo com estranhos! (Outro passo em direção à singularidade, A.L.I.E é real gente!) Droga, se o resto da temporada acabasse tão rápido como começou, e novamente, isso era um sinal para começar a ver a temporada desde o começo! Dentre tuítes tristes como “Sinto a tua falta #The100. Nunca me deixe,” é patético, eu sei. Havia também, #Porfavormecontrate

Agora! Agora é maio de 2016. A 3ª temporada terminou. TANTAS EMOÇÕES. TANTAS PERGUNTAS. Deixe-me resumir, sem spoilers, claro. Isso pode ser meio impossível, na verdade. Seja como for, aqui vou eu.

Clarke! Morte! Jasper. O que foi, Estação da Fazenda? LEXA! Confusão! Caia fora, Estação da Fazenda. Pessoas bonitas! Pike, tipo, falso! Morte! John Murphy está amando! Alianças quebradas. Morte! Sangue deve ser pago com sangue? Octavia está meio que, estou tão perdida, deixe-me enfiar minha espada em alguma coisa! Indra e Kane. Melhores amigos! Morte! Traição! Senhor, alguém mate a A.L.I.E! Kane para Presidente! Droga. Pike para Presidente? Ahn, Bellamy? Clarke! Jaha, eu tenho um filho? Memórias, em cada canto da minha mente. Bellamy, você é mais esperto sem camisa? Morte! Uma escrita preguiçosa que artisticamente faz com que grandes personagens sejam executados para fazerem escolhas estúpidas. Pike e Bellamy! Sério, Bellamy! O que você está fazendo? Reveja esses detalhes, escritores! LEXA!! A tempestade da Internet. Tentativas não alcançadas para redimir um personagem. Mais mortes! Raven! Cidade da Luz! Mais para Cidade do Susto! Sério mesmo, alguém pode matar logo a A.L.I.E antes que seja tarde de… — LINCOLN! Eu tentei lhe avisar, Octavia! “É por sua causa que precisamos ser salvos!” Querido e amável, Kane, mantenha-se forte! Você NÃO É minha comandante! Murphy! Ei, e aí LUNA, como vai?! Mais sobre você, por favor! Sangue não deve ser pago com sangue? Clarke! Lexa! Sinais! Lexa! Ela nos disse que iria escolher sabiamente! Lágrimas e mais lágrimas. BOTÃO DE DESLIGAR! Adeus, A.L.I.E!  O que era tudo aquilo sobre as bombas nucleares? Clarke, você nos salvou! Aplausos.

Ufa! Estou exausta. Três temporadas e a cada dia mais amo The 100. Houveram problemas? Sim, houveram. Mas acho que isso pode ser resumido em apenas uma palavra: BELLAMY. O Sr. Vilão Lindo e Maravilhoso, virou um herói, virou impressionante, e tornou-se uma bagunça. A bagunça que ele virou se tornou tão generalizada, ele pode ser descrito como um adjetivo e um verbo.

BELLAMY

Adjetivo: Destrutivo, confuso, extremamente decepcionante, aparentemente não pode ser corrigido.

Verbo: de forma repentina e constante, explode.

MAS, por mais que a 3ª temporada tenha sido desastrosa, Bellamy não é a cara desta incrível série. Tecnicamente, essa honra vai para Eliza Taylor(Clarke), que carrega um dos fardos mais pesados da história. Tão perto quanto Bellamy conseguiu de quase ser o centro de tudo, Clarke sempre vai ser como o centro da Times Square. Para onde ela vai, mágica e focos narrativos a seguem. A força de sua personagem acaba com todos os personagens e se torna o centro das atenções. Por vezes, essa sua luz brilha ainda mais forte, quando está com a Lexa.

Eu não estava querendo tocar no assunto contraditório de Lexa, mas preciso dizer isso: É sempre triste perder um personagem tão querido e amado. Ela provavelmente foi minha personagem favorita ao lado de Murphy. Sua morte foi um grande golpe, mesmo eu sabendo que eles tinham que descartar a incrível Alycia Debnam-Carey da série. Do ponto de vista da história, não gostei da maneira de como ela morreu. Eu preferiria que ela morresse em uma batalha ou com algum defeito no chip da A.L.I.E, rastejando para fora dela, e deslizando para longe como o alien em Alien. Sua aparição no final, entretanto, foi comovente e muito eficaz. A grandiosidade da sua personagem tornou-se evidente.

Mas a sua história, assim como a de Bellamy, não foi escrita com os meus sentimentos em mente, e de fato, sei sobre uma coisa: Criadores e escritores, que trabalham em volta deles não estão nesta trajetória para trair a nossa confiança. Eles talvez queiram infringir alguma dor, mas apenas em prol para contar a sua história, não porque eles querem nos machucar. Eles podem pegar a história de Bellamy, avaliá-la e dizer que o material ali não vale a pena contar. Mas eles sentam em círculo e fazem piadas do tipo, “Vamos mandar essa barco do amor navegar e começar uma guerra?” Não, eles não fazem isso. Conheço muitos escritores. Trabalhei com alguns dos melhores. E os melhores tem uma visão aguçada e escolhem executar esse tipo de visão do modo que acharem melhor. A visão deles podem servir para mim ou não podem.

Felizmente, a correção desse curso milagroso que tem ocorrido ao logos dos últimos episódios — e o perfeito final — se encaixa na minha visão de fã,  então eu não vou a lugar algum. (Não que alguma vez eu iria, já que estou nesse profundo caso de amor). Não posso falar em nome de ninguém, não me importo também, mas essa fã aqui ainda está muito apaixonada por esse sonho de série.

#EuTeAmoThe100NuncaMeDeixe #GrávidaMasAindaDisponívelParaUma4Temporada

E aí, o que vocês acharam da confissão de amor da Emma Caulfield sobre The 100? Gostaram?

© Tradução: Andressa Montagna – Equipe The 100 Brasil – Não reproduza sem os créditos