The 100 | Review – 4×06: We Will Rise

The 100 | Review – 4×06: We Will Rise

“We’re all in this together now.”

Não há uma melhor frase para definir o momento crítico que os personagens estão vivendo. O avanço da radiação é inevitável e os dias de todos estão contados e nenhuma guerra, revolta ou qualquer tentativa de ascensão ao poder irá mudar tal situação. É hora de todos colocarem suas diferenças de lado, unir forças e ajudar a única esperança de sobrevivência a se manter viva. Entretanto, como bem vimos, o ser humano é um animal volátil demais, raivoso e rancoroso demais, e enquanto o momento não for desesperador ao ponto de fazer com todos lutem juntos contra um mesmo inimigo, eles continuarão seguindo os caminhos das suas cruzadas pessoais.

O episódio dessa semana, We Will Rise, nos mostrou essa necessidade do homem em ser rancoroso, mesquinho e egoísta. Os grounders construíram suas vidas nesse mundo tribal onde a guerra era vista como um aliado. Os arcadianos viveram anos no espaço, quase sem esperanças e mais tarde desembarcaram em um novo mundo repleto de caos. É óbvio que essas situações construiriam homens e mulheres que beiram o limite do bom senso, que são capazes de tudo para sobreviver. Mas será que TUDO vale mesmo a pena? Será que toda essa ideologia é tão densa que é capaz de impedir que as pessoas enxerguem com clareza as situações nas quais estão inseridas? Mesmo sendo uma apresentação fictícia, nós não estamos muito distantes do que foi representado, não é mesmo?

Alguns revoltosos traidores comprometeram a missão que Clarke, Bellamy e Roan lideravam. Raven estava enfrentando problemas para fazer a aterrissagem por conta do nível crítico de combustível que estava disponível (combustível esse que estava em Arkadia e precisava ser transportado com segurança até a ilha de ALIE). As nações estavam revoltadas na Polis, Roan sabia que haveriam percalços no caminho, e isso se mostrou certo momentos depois, mas o que ninguém esperava era que seus próprios homens colocariam em risco toda a operação que, de fato, era a única opção de sobrevivência da humanidade.

Nesse meio tempo a carga foi comprometida. Um barril contendo o combustível recebeu um presente da Nação das Árvores, perdendo todo o conteúdo. Raven já havia rodado a simulação diversas vezes com a quantidade estimada de combustível disponível, e falhou em todas. O que parecia uma solução no fim do túnel, quando ela, Luna e Murphy chegaram a solução de que poderiam aterrissar na água para amenizar o impacto, e logo verificado que era uma solução viável, imediatamente levou um banho de água fria com a atuação situação. Será que Raven conseguirá ter sucesso na sua missão agora com o nível de combustível ainda mais baixo do que ela esperava? E essas convulsões, o que significam para a saúde da moça?

Em Arkadia o rancor estava sendo exalado como chamas. As pessoas estavam revoltadas com Ilian por ter destruído a nave, e estavam dispostas a mata-lo para, acredito eu, se vingar, aliviar a dor e, miraculosamente, a nave voltar novinha em folha no instante seguinte em que o garoto parasse de respirar. O ódio nos faz tomar decisões estúpidas, e vimos isso sendo bem claro nesse episódio. Mesmo com as ordens de Kane, as pessoas incitaram uma revolta desnecessária. Pareceu a ascensão e Pyke novamente. Octavia, ainda ressentida pela morte de Lincoln e, aparentemente, procurando por uma forma de expulsar essa dor, se colocou como a pessoa que tiraria a vida do jovem Ilian, mas aquilo resolveria alguma coisa? Definitivamente não. Ela faria exatamente o que Pyke fez com o homem que ela amava, e se transformaria em nada melhor que ele.

Enfim, ainda temos esperança de que o Night Blood seja a solução para que eles possam enfrentar a radiação, e que Abby e Raven (?) consigam ir e voltar ao espaço em segurança.

Até breve.

P.: Qual a necessidade do Jasper na série?